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sexta-feira, 19 de março de 2010

La Souris Deglinguée - S.T. [1981]

Puta merda, não consigo parar de ouvir esse disco. Durante muito tempo hesitei em ouvir essa banda, tinha sacado algumas coisas horríveis deles no YouTube, de quando eles viraram um pop metido a cabeça. Mas esse primeiro álbum é o mais puro "street-punk-rock-a-billy", com ótimas letras e pegada contagiante. Tipo, punk moleque, simples e sincero.

Em Paris no começo dos anos 80 o rockabilly estava em alta entre os jovens da periferia e a cultura de gangs estava no auge. Muitos skinheads nazi botavam quente nos "mestiços" que frequentavam a cena, e em oposição, vários anti-nazi (negros, árabes e red skins) formaram gangs como os Ducky Boys e, mais radicalmente, os Black Dragons, que eram negros lutadores de kung-fu que literalmente caçavam os boneheads pela Gare du Nord e Place de la République. Existem dois ótimos documentários a respeito dessa época: "Blackdragons" e "Antifa: chasseurs de skins". Recomendo!!!

Em meio a esse cenário, surge essa banda cujo nome surgiu da vontade dos caras de ter uma banda chamada LSD hahahahahahaha! Em português, La Souris Deglinguee seria algo como "o rato pirado". Melhor LSD mesmo. Esse primeiro álbum é bem "das ruas" as letras não são metidas a engraçadinhas, como tantas outras bandas pseudo-punk francesas, mas retratam o dia-a-dia dos jovens das ruas de Paris, árabes demais pra serem franceses, franceses demais pra voltar "chez le pays". Mensagens anti-nazi e alguns tapas na cara do establishment ("por acaso você sabe porque eu te odeio, porque luto sempre contra você? Procuro destruir seus preconceitos, procuro destruir sua suástica! Geração destruição, um pouco de vingança na sua pele branca" - Rock n' Roll Vengence) fazem desse disco obrigatório pra qualquer subversivo do mundo. Ainda mais por conseguirem unir boas letras com um bom rock n' roll, portanto, se você não entende francês e nem tem paciência pra traduzir as letras, vale pelo street rock sincero!

Coeur de Bouddha

Y parait que tu es un vrai Européen
Et que tes cousins sont Germains
Mais moi je m'en fous car c'est pas mon problème
De savoir qu'on est tous des bâtards

Bâtards Bâtards Bâtards Bâtards

Mais toi qui connais la race et l’histoire
Tu devrais savoir au moins ça
C'est pas les allemands qui l'ont inventée
La croix, la croix, la croix gammée

Bâtards Bâtards Bâtards Bâtards

Car à l'origine c'est le Coeur de Bouddha
C'est pas c'que tu crois ça ne t'appartient pas

Eh ! toi là-bas, dans la rue
Je crois bien qu'on s'est déjà vu
Rien qu'a voir la gueule que t'as
T'as tout l'air d'être comme nous

Alors descends avec nous
Au coeur de la capitale
Alors descends avec nous
Et rejoins les bâtards


Bâtards Bâtards Bâtards Bâtards

“Est ce qu'un bâtard ça a du coeur ? “
Me demande une Fausse blonde
Qu'est ce que j’pourrais lui répondre ?
Qu'on est mieux que tout monde

A vrai dire j'en sais rien
Mais au moins j'en suis sûr
Que dans une capitale
Y'a une place pour tout l'monde

Parce qu'on est des bâtards
on est fiers d'être bâtards
Plus on est de bâtards
Mieux c'est pour les bâtards


Coração de Buda

Parece que você é um verdadeiro europeu
E que seus primos são germânicos
Não tô nem aí pois não é meu problema
Saber que somos todos bastardos

Bastardos!

Mas você que conhece a raça e a história
Deveria ao menos saber disso
Não foram os alemães que inventaram
A suástica

Pois em sua origem é o coração de Buda
Não é o que você pensa, isso não te pertence

E você aí na rua
Acho que a gente já se viu
Só pela sua cara
Você tem jeito de ser como nós

Então desça com a gente
Ao coração da capital
Então desça com a gente
E se junte aos bastardos

Bastardos!!

"Um bastardo tem coração?"
Me pergunta uma falsa loira
O que eu posso responder?
Que somos melhores que todos?

Na verdade eu não sei de nada
mas ao menos tenho certeza
Que em uma capital
Tem lugar pra todo mundo

Porque nós somos bastardos
Temos orgulho de sermos bastardos
Quanto mais formos bastardos
Melhor será para os bastardos


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segunda-feira, 1 de março de 2010

V.A. - European Hardcore: the way it is [1996]

Ou poderia ser, the way it was. Esse som é do tempo em que estava muito popular o hardcore east coast e o west coast AMERICANOS, novaiorquino e californiano. Esse CD se resume basicamente a bandas nesses dois estilos, musicalmente falando. Nunca fui muito atrás das letras.

Ouvi esse CD pela primeira vez acho que em 1997, quando morava na França. Gravei do meu amigo Vincent. O preço de um CD novo por lá era o triplo do que a gente paga no Brasil, por razões que desconheço. Então, cd's como esse, os Cheap Shots da Burning Heart e os Punk-o-Rama da Epitaph eram bem populares por terem preços absurdamente acessíveis. Aí tinha esse selo alemão chamado Lost & Found, que sempre lançava umas bandas legais, e umas coletâneas interessantes, tipo, cd duplo promocional com umas 60 músicas! Hoje entendi como eles conseguiam isso: são referência em rip-off na Europa hahahahahaha! Bandas como Sick of it All, Ignite e tantas outras foram "engabeladas", como diz na minha terra. Ou "engalobadas", dependendo da região.

No geral, eles fizeram um bom trabalho de divulgação, pois algumas bandas são chatíssimas (principalmente as mais xarope) e nunca chegariam aos meus ouvidos se não fossem inclusas numa coletânea com outros sons foda. As bandas são quase todas alemãs, devendo ter algumas da Holanda. Na minha modesta opinião, os destaques desse disco: Rykers (sempre foda!), Brightside (novaiorquino alemão (???)), Crivits (Rotterdam Posse!), Skin of Tears (californiano alemão (???)). Mas impagável mesmo é um tal de Glocken der Revolution tocando um cover do clássico Polizei, SA, SS, do Slime, versão rapcore hehehehehehe Muito bom.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dissension - Why Work For Death? [1986]


Lembro como se fosse hoje, acho que foi em 1997 que um camarada passou na minha casa pra pegar uns CD's emprestados. Regularmente ele aparecia, deixava uns materiais e levava outros pra gravar em K-7, e nesse dia ele deixou uma fitinha do Dissension, gravada na já extinta Whiplash Discos em Natal-RN. Nunca tinha ouvido falar na banda e nem iria nos 10 anos seguintes, mas pirei com o som. Hradcore moleque como só faziam nos anos 80, som sincero, old school até o talo, lembrando um pouco a pegada do What Happens Next?. E não duvido que o Dissension os tenha inspirado.

Encontrei pouquíssimas informações, o que me faz concordar com os poucos comentários que encontrei: mais uma banda subestimada na história do hardcore. Durante anos, minhas únicas referências foram a fita de Diego P.S. L.a.r.i.c.a. (sim, era o nome da banda dele: Projeto Secreto Loucos Adolescente Revoltados Indignados e Com Armas) e o encarte do CD do Sublime. Naquele CD que tem a tattoo do vocalista na capa, no encarte tem um desenho de um palhaço bebendo cerveja em frente à TV; atrás dele tem um poster de uma gig do Sublime com participação do Dissension.

Enfim, achei o vinil pra vender na net e coincidentemente o cara era de Natal! Melhor, ele era sócio-fundador da Whiplash Discos, então há uma grande probabilidade do vinil que eu comprei semana passada ser o mesmo que originou a fita de Diego, da qual fiz uma cópia 12 anos atrás! Isto é IN-CRÍ-VEL!!

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domingo, 16 de agosto de 2009

The Middle Class - Out of Vogue - 1978

sei nem o que falar. primórdios do que convencionamos chamar de hardcore. eu acho essencial e é o que me basta. o baixista? é um figurinha que até hoje tá na ativa... um tal de Mike Patton, conhecem? baixe aí que vale a pena.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Dead Kennedys - Fresh fruits for rotting vegetables - 1980


O punk americano e seu primeiro clássico, se não contarmos Stooges e Ramones, é claro. Lançado em 1980, "Fresh fruits for rotting vegetables" é um dos discos mais barulhentos de todos os tempos. Tinha que ser parido na esquizofrênica San Francisco, lar dos Dead Kennedys. Seu líder, Jello Biafra, chegou até a se candidatar a prefeito anos depois. Hoje em dia, Jello tem que pensar e reconsiderar aquilo que ele mesmo ajudou a criar e sedimentar, ou seja, o próprio punk rock nos EUA. Acusado de "traidor", no ano passado levou porrada em tudo o que é lugar e acabou machucado em um dos joelhos seriamente. Quem fez isso? os próprios punks californianos, os mesmos que fizeram a banda acabar em 86, quando o guitarrista East Bay ray declarou que o movimento punk estava ficando "conservador" e pulou fora. Na mesma época, eles estavam sofrendo vários processos por causa do LP "Frankeinchrist", de 85. O problema era o encarte, tido como ofensivo. O último disco deles "Bed time for democracy", foi lançado em 86. Voltando ao ano de 80, a porradaria começa lenta e logo descamba para o hardcore - depois vem "Forward to death", uma espetada no american way of life em meio à corrida armamentista em voga. A próxima, "When ya get drafted", é outro petardo com um solo estranho de guitarra, parece aquela música que surge no desenho Scoobydoo quando um fantasma entra em cena. "Let's linch the landlord", é uma das famosas canções da banda. Seu riff de guitarra é inesquecível. "Drug me" é outro míssil em direção ao consumo de drogas, no qual até uma vitamina C serve como estimulante. "Your emotions" é punk rock na maior rapidez. "Chemical warfare" é hilária. Descreve uma bomba de gás caindo num campo de golfe lotado, jogada pelo bandleader, é claro. Na hora do pânico, os Dead Kennedys tocam uma valsa, para depois voltar com tudo gritando o refrão. O lado B inicia com "California übber alles", em seu discurso inflamado contra o então governador da California, Jerry Brown. Segue-se "I kill Children", falando dos lunáticos ianques que, de vez em quando, matam crianças por lá. "Stealing people's mail" é cheia de paradas, com um teclado (!) pra lá de punk. "Funland at the beach" mantém a velocidade. "I'll in the head" grita: "i want my own home/i want my own girl"; desespero pior, impossível. "Holiday in Cambodia" é sem comentários, clássico absoluto. Começa com efeitos, vai num crescendo até explodir. O destaque do LP inteiro são as guitarras, altas, sujas e muito bem gravadas. E o encarte - colagem, que mede 98X57 cm, que o seu CDzinho jamais terá...
(resenha retirada do zine Automatic #01 [jul/ago-97] by Alexandre "The Boss" Alves)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pekinška Patka - Bila je tako lijepa - 1981


Pekinška Patka é uma das principais e mais velhas bandas da Yugoslavia aqui com um single do ano de 1981. Se alguém se interessa em conhecer as raízes do Punk em todas as partes do mundo aqui tem uma excelente opção para ver como era por lá. a propósito lhes recomendo que visitem um post com um montão de Punk da Yugoslavia que alguém da Croacia fez e creio que não se deu muita bola: http://www.taringa.net/posts/musica/1236986/yu-punk.html existe uma forte cena underground com muitas bandas que lamentavelmente não são muito conhecidas e agora há uma boa possibilidade com esse post de conhecer várias.

Terveet Kädet - Rock Laahausta Vastaan - 1980


O Terveet Kädet foi uma das primeiras bandas finlandesas de Hardcore Punk. formada em 1980. possuem uma grande quantidade de Eps e também vários discos. o que aqui temos é o primeiro Ep de 1980. baixa aí que é clássico !!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Accused - 1986 - The Return of Martha Splatterhead

todas as coias que procurei sobre esta ótima e visceral banda para que pudesse situar alguma referência foram:
"Fusing hardcore punk and heavy metal into a furiously thrashing hybrid, Seattle's the Accused invariably described to their style as "splattercore," a reference to their chief lyrical inspirations -- horror films and comic-book violence. It was a far cry from the political leanings of vocalist/bandleader Blaine Cook's previous band, the Fartz, but it gave them a definite crossover appeal among both punk and metal audiences. With their roots in hardcore, the Accused presaged the rise of the Seattle scene, but never fit into the grunge movement that sprang up around them. Some of their key personnel went on to join the grunge-metal band Gruntruck, but in their own lifespan, the Accused were a different enough beast that they weren't able to capitalize on all the attention afforded the Northwest underground.The Accused were formed in Seattle in 1981, originally consisting of vocalist John Dahlin, guitarist Tom Niemeyer, bassist Chibon "Chewy" Batterman, and drummer Dana Collins. Their first release was a split LP with the Rejectors, at which point they were playing straight-ahead hardcore. However, the other members' taste for metal pushed Dahlin out of the band in 1984, and his place was taken by ex-Fartz vocalist Blaine Cook (reverting to his real name after billing himself as Blaine Fart). Powered by Cook's demented vocals, the band issued its limited-edition debut EP, Martha Splatterhead (named after their monstrous new mascot), on the small Condor Records label.Continuing to hone their sound through touring, the Accused finally completed their first full-length LP in 1986; issued on Subcore Records, The Return of Martha Splatterhead established their hyperspeed approach and earned them a deal with the thrash label Combat. During the supporting tour, bassist Batterman was asked to leave, and the group brought in Alex "Maggot Brain" Sibbald as his replacement. Sibbald made his debut on 1987's More Fun Than an Open Casket Funeral, which significantly expanded the group's cult following. The 1988 follow-up, Martha Splatterhead's Maddest Stories Ever Told, featured a guest appearance by Metal Church guitarist Kurdt Vanderhoof.Combat subsequently dropped the Accused, who signed with a Seattle-area label called Nastymix, which was primarily associated with rap (specifically, launching the career of Sir Mix-a-Lot). There was also a change on the drumming front: Dana Collins departed in 1988, and was replaced by Steve Nelson for the half-studio, half-live Hymns for the Deranged mini-album. Following his exit, the powerhouse Josh Sinder came onboard in 1989, and appeared on the group's Nastymix debut, Grinning Like an Undertaker, the following year. 1991 brought the Straight Razor EP, and also the departure of Sinder, who joined Tad; he was replaced by Devin for the final Accused album, 1992's Splatter Rock. Niemeyer joined Skin Yard vocalist Ben McMillan in the grunge-metal band Gruntruck, a later version of which included Sibbald and Sinder as well; Sibbald and Sinder would later move on to a new project, the Hot Rod Lunatics. Cook sang for a time with a new band called the Black Nasty, whose lone album was released only locally. - Allmusic Guide".
baixa aí e depois diz o que tu achou. eu acho essencial e me basta !!!

p.s.: clique na capa para fazer o download.

sábado, 13 de junho de 2009

Bllleeeeaaauuurrrrgghhh! - a music war [1998]


84 voadoras nas costelas pra servir de trilha sonora pro dia dos namorados... baixe e se apaixone !!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Força Macabra - Aqui é o Inferno [2008]



último disco dessa instituição finlandesa (que pode ser considerada a mais brasileira das bandas gringas). não há muito o que falar, recomendadíssimo pra quem gosta de música rápida, agressiva, torpe e afins. tua mãe vai detestar e quem não baixar é a mulher do padre.

sábado, 23 de maio de 2009

V.A. - The Vikings Are Coming [1985]

Conheci duas músicas dessa coletânea através de uns covers que o Rot gravou no disco "Your lie is gone, your time has come"("Surfer Boy"e "You Can Try"). Depois de muito procurar algum desses sons em versão original, desisti. Mais de um ano depois, voltei a procurar e me deparei com essa belíssima amostra do HC sueco dos anos 80. De bônus, achei uma música que tinha gravada numa tape em 1992 e que não fazia idéia do que se tratava, nem tinha a esperança de saber um dia, já que é um som instrumental ("Solo Laten"). Considerado um clássico por muitos, só vim ouvir esse disco na íntegra dia desses, já que fiquei de fora dos tape trading dos anos 80 e 90 =(((
Enfim, HC tosco, curto e grosso, mal tocado e de coração. Uma pérola!


01. Fear of War - Surfer Boy
02. Fear of War - Morality Fuck Up
03. Fear of War - Min Far
04. Rescues in Future - Parasite
05. Rescues in Future - Ford-Hate
06. Rescues in Future - Jerk
07. Rescues in Future - You Can Try
08. Rescues in Future - Solo Låten
09. Bedrövlerz - Self Destruct
10. Bedrövlerz - A Child Was Born
11. Bedrövlerz - Satisfied Mind
12. Rasta Boys - Have a Safe Day (Rasta Mix)
13. Ugly Squaw - Policemans Parade
14. Ugly Squaw - Another Trojan Horse
15. Cruel Maniax - Atomkrig
16. Cruel Maniax - Once There Was
17. Cruel Maniax - Human Rights
18. Bizarr - Är Det Försent
19. Bizarr - Det Var Bättre Förr
20. Bizarr - Gör Din Plikt
21. Crude SS - Blue Eyed Devils
22. Crude SS - Chaos
23. Crude SS - Bullying a Nation


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

OTH - Réussite / Sur des charbons ardents [1986]

Voilà os dois primeiros LPs dessa banda francesa de punk rock, talvez mais rock que punk. Algumas faixas são quase um rockabilly ("Euthanasie pour les rockers"), ou até um psycho ("On est tous des acculés"), outras são punk puro ("Interdit aux Chiens"). Boa pedida pra quem curte um rock n'roll visceral!

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Les Cadavres - Existence Saine (1991)

Punk Rock francês em sua melhor forma! Les Cadavres é da primeira leva de bandas de punk rock da França, juntamente com Bérurier Noir, Parabellum, OTH, Trotskids, Ludwig Von 88 e tantas outras. Apesar de contemporâneas, cada uma tem a sua particularidade, no caso dos Cadavres, as letras são muito bem escritas e têm reflexões muitas vezes pessimistas. O som é o bom e velho "hardcore melancólico", rótulo que eu inventei e que ponho no meio o Stiff Little Fingers e o Cock Sparrer hahahaha!

Tenho uma história bem particular com essa banda. Morei um tempo em Caen, na França e foi um dos primeiros sons punks que ouvi por lá, + ou - em 1996 numa tape que um cara chamado Vincent me gravou. As faixas eram "Seul dans le cimitière" e "No pasarán". Anos depois tive a oportunidade de vê-los ao vivo em Hérouville St. Clair, cidade vizinha a Caen, com esse mesmo Vincent e mais dois chapas que curtiam rap e nunca tinham visto um pogo na vida hahaha!! No meio do show, o chapéu do baixista cai e desaparece no meio da galera. Ele pede de volta algumas vezes mas termina não esquentando. No final do show, meu brother Vincent me dá o chapéu do cara pra eu levar de lembrança pro Brasil hahahahahahaha Enfim, esse é mais um post com valor sentimental.






Tracklist :

01 - Les salauds vont en enfer
02 - Les roses
03 - Derniére virée
04 - Seul dans le cimetière
05 - Svetlana
06 - 7h23
07 - Existence Saine
08 - Soldat Perdu
09 - Ennemi
10 - L'état quotidien
11 - La fin
12 - 22 (Live)
13 - Jour de fête (Live)
14 - Ennemi (Live)
15 - Salope de keufs (Live)
16 - La colline (Live)
17 - No pasaran (Live)

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Dead Rabinz - Israhell [2007]

Banda anarcopunk de Tel-Aviv, que vomita um hardcore old school, em alguns momentos lembrando Vandals (na faixa título), em outros lembrando The Exploited ("Wankers", inclusive, os escoceses têm um som com esse nome) e em outros ainda, mesclando com pitadas de folk israelense ("Hatikvah"). A gravação desse play é MUITO FODA, a bateria me lembra muito o "Live Fast... Diarrhea" do Vandals, mesmo o batera teimando em não bater na porra do centro da caixa, desferindo rimshots involuntários e timbres estranhos. Pra quem curte um HC tradicional muito bem executado, esse disco é fenomenal! As polêmicas sobre os caras serem de Israel, deixo pra vocês comentarem com os coleguinhas no recreio!

www.myspace.com/deadrabinz


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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

The Blaggers - On Yer Toez [1989]


Primeiro disco dos Blaggers I.T.A., quando ainda se chamavam simplesmente The Blaggers.
Punk/Oi de qualidade, letras esquerdistas com o sotaque britânico carregadíssimo como é bom de se ouvir.

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Blaggers I.T.A. - United Colors of Blaggers I.T.A. [1993]


Essa banda eu ouvi pela primeira vez no programa "Let's Rock", apresentado pelo Marcelo Nova, na Rádio Transamérica, no começo dos anos 90. Demorei anos pra descobrir que banda era, meu irmão sempre gravava o programa mas não anotava os nomes das bandas hehehehehehehe!
Finalmente achei esse disco, que tem os sons que rolaram no "Let's Rock" (When the Gun is Cocked, com participação do vocal dos Vibrators, It's up to You e Here's Johnny).

O Blaggers I.T.A. foi uma banda que começou punk/Oi, mas o som foi ficando mais pop (tem até um rótulo pra eles, "agitpop"). O teor político de extrema-esquerda nunca se perdeu. A banda começou como The Blaggers, o I.T.A. ("in the area") foi acrescentado quando os caras começaram a fusionar o punk/Oi com elementos de hip hop.

No começo dos anos 90, alguns grupos fascistas (como o Combat 18) decidiram boicotar todos os shows dos Blaggers na Inglaterra. Em resposta, vários grupos ligados à Antifa fizeram o mesmo com bandas nazi/Oi, mas de uma forma muito mais eficiente: praticamente nenhuma banda neo-nazi tocou em solo britânico nessa época, pelo menos não em shows abertos. Em 1992 os Blaggers impediram um show da banda white power Skewdriver, juntamente com membros da Antifa, quebrando os nazi-carecas que se dirigiam ao show na estação de Waterloo. O incidente é relatado na música "It's Up to You", presente nesse disco.

Mais informações aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Blaggers_I.T.A.


1
When The Gun Is Cocked (3:55)
2
It's Up To You (Part 2 Battle Of Waterloo) (2:04)
3
Search And Destroy (2:41)
4
Wild Side (Ram-Ravers Mix) (3:18)
5
This Is Where It Ends (5:08)
6
The Way We Operate (X-Tatic Mix) (5:05)
7
Here's Johnny (Post Election Mix) (3:11)
8
Before I Hang (Double Deckers Mix) (2:42)
9
The Way To Die (2:21)
10
United States Of Devastation (3:54)
11
Young Blaggers (1:21)
12
Pitbull Mentality (3:21)
13
Ten Men Dead (3:13)
14
Bastard Chillin' (3:25)
15
Emergency (5:57)



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domingo, 22 de junho de 2008

La Fraction - s.t. (1998)



Primeiro full-lenght dessa banda francesa de punk rockão com vocais femininos. Algumas letras melosas mas instrumental intenso e vocais muito bem executados. Ouvi dizer que eles são foda ao vivo, realmente dá pra imaginar. Nada de punk aqui, só rockão com pitadas de HC melódico. It's only rock n' roll, bu i like it.

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

V.A. - Tributo ao Olho Seco (1999)


01. Agrotóxico - Castidade
02. Agrotóxico - Botas, Fuzis e Capacetes
03. Kolapso 77 - Vida Violenta
04. Coléra - Haverá Futuro?
05. Cólera - Feito Gente
06. Cólera - Face Marcadas
07. Ação Direta - Nad
08. Down Hill - Caminho Suicidar
09. Bastard My Love - Campos da Morte
10. FDS - Eu Não Sei
11. Força Macabra - Olho de Gato
12. Força Macabra - Peste
13. Força Macabra - Me Tirem Deste Inferno
14. Crippee Bastards - Isto é Olho Seco
15. Korzus - Lutar, Matar
16. Pacto Social - Que Vergonha
17. DFC - Muito Obrigado
18. DFC - Sinto
19. Subviventes - Desespero
20. Serial Killer - Falsa Liberdade
21. Ulster - Olho de Gato
22. Ulster - Todos Hipnotizados
23. Calibre 12 - Isto é Olho Seco
24. Olho Sec0 - Crise da Fome

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domingo, 8 de junho de 2008

La Fraction - Aussi Long Sera le Chemin (2002)



Banda francesa com vocais femininos, punk rockzão atual e instigado. Tem umas letras meio "mela-calcinha" mas nada que ofusque a sinceridade do som. Quem me apresentou foi um coroa no Soulseek enquanto eu baixava uns Gogol 1er dele. Ouvi dizer que estão bem ativos, fazendo turnê pelos EUA e tudo mais.
Baixem e poguem!!

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